quarta-feira, 24 de outubro de 2012

a construção do lago I


A construção do lago foi devidamente planeada e amadurecida.

1.

A primeira fase foi a escolha da abertura, no canteiro,  de um espaço que servisse de “estaleiro”.

Quase todo o canteiro estava, mais ou menos, amadurecido e estabelecido. Restava apenas uma área, a nascente, onde havia plantado ultimamente algumas sardinheiras, ainda não estabelecidas.

Por ser o local  que menores danos produziria no canteiro, foi a área escolhida.

As sardinheiras foram levantadas, com torrão e colocadas em vasos.

 


2.

Seguiu-se a escavação, que não levantou qualquer dificuldade, a não ser o cuidado de prévia estabilização do solo, humedecendo-o completamente.

 


3.

Escolhi o plástico preto para forro da cova, por duas ordens de razões:

a.      pela observação de outros lagos, construídos a céu aberto, em hortos da região;

b.      porque me pareceu ser o material adequado: o preto não reflete o sol, pelo contrário, absorve os raios solares e, consequentemente, conserva o calor que acumula, necessário para a temperatura da água, uma vez que pretendi fazer um viveiro para peixes de água fria, mas não de água gelada (tendo em atenção as temperaturas de inverno).

nota:

Não ficou de parte a hipótese de, futuramente, forrar a escavação com cimento ou outro material semelhante; o que acarretará outra predisposição e planeamento mais aturado; embora o resultado seja, previsivelmente, bastante melhor.

O corte e colocação do plástico levantou um problema difícil de resolver: transformar um quadrado ( a forma do plástico) num círculo, afundado, com um plateau a meio – a ilha. O plástico foi sendo colocado (previamente tinha feito a abertura central, por onde sairia a “ilha” com o hibisco), foi sendo moldado ao buraco e no final desta tarefa o espaço foi enchido com água para melhor adaptação. Tudo feito, surgiu o bico da obra: a passagem do quadrado a círculo, dadas as dimensões pretendidas, fazia sobrar uma quantidade considerável de plástico sem espaço por onde se estender. A solução foi adaptar o plástico sobrante a uma espécie de “restinga”, junto a um pote existente no canteiro.

Ficou assim completo o esqueleto do lago.





4.

A etapa seguinte foi a de colocação de inertes no fundo do lago: areia e godos.

Utilizei areia de rio de grão médio, previamente lavada, de coloração variegada clara e godos de mármore branco (um ou outro de coloração mais escura), para contrastar com o negro do plástico. 

 


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